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Quinta-feira, Dezembro 14, 2006
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-Ó meu rei, me alcançe um coco?
Estou naquela bahianice, derretendo no calor de São Paulo, cadê minha praia? Vou fazer um manifesto dos sem praia e exigir o meu quinhão a beira mar na reforma agrária... Ainda quero meus dois homens gostosos, não eunucos, pra me abanarem. Mas acho que no momento já me contentava com um ventilador e um teletransporte pra fugir do transito infernal dessa época do ano.
Nesse calor quem pode ser criativo?
Arranhado por Cheshire às 18:51
Miados:
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Sexta-feira, Setembro 22, 2006
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Deus está nas pequenas coisas, dizem, eu acrescento: o Diabo também.
Ah! Os detalhes! Tão pequenos, ínfimos, detalhes... Tão marcantes, tão importantes, tão traiçoeiros, pequenos detalhes...
Retalhos de uma história, pedacinhos de existência, são apenas detalhes. Como podem ser terríveis, controladores, determinantes, celestiais ou infernais. A pequena coisa que falta, o pequeno erro.
É, Deus esta nas pequenas coisas, e o diabo é isso...
Arranhado por Cheshire às 20:04
Miados:
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Sexta-feira, Maio 19, 2006
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Momento Reciclagem.
Nada se perde, nada se cria, tudo se copia, até a si mesmo.
Publicado originalmente em 01/03/2004
Outro dia eu tive um belo insight, um daqueles que possuem enormes qualidades e capacidade para mudança. O engraçado é como esses momentos tem capacidade de acontecer nas horas mais estranhas, como eles podem invadir um momento absolutamente banal e transformá-lo...
O meu foi na sala de espera do consultório da ginecologista. Calma crianças, não há nada de errado comigo, mulheres devem fazer visitas periódicas ao ginecologista, pelo menos uma vez por ano depois da primeira menstruação (que se chama menarca, sabia?) e a cada seis meses quando se tornam sexualmente ativas, blog também é cultura, viu? E já imaginou se os homens precissassem ir ao urologista com a mesma frequência? Não é atoa que as mulheres são mais maleáveis, abrir as pernas pra um completo estranho examinar regularmente não é fácil.
Bom, mas deixando o momento divagação, no melhor estilo machadiano, voltemos ao ponto que interessa. Sim, meu insight aconteceu na sala de espera do ginecologista, mas pior ainda, ele me ocorreu enquanto eu lia uma reportagem da revista Cláudia, eu sei, eu sei, tinha que ser logo da Cláudia? Não podia pelo menos ter sido uma Mary Clair? Infelizmente essa é a verdade dos fatos, nua e crua, quer eu goste ou não...
Lá estava eu, entediada, passando por uma daquelas das milhares de matérias da Cláudia do tipo "como agarrar seu homem" quando me deparei como uma matéria intitulada "Por que as mulheres são tão chatas?" A curiosidade matou o gato e lá fui eu ler todas aquelas reclamações tipicas que os homens fazem das mulheres, só que dessa vez escritas por uma outra mulher.
As mulheres pegam no pé de seus respectivos machos, não respeitam os espaços e o tempo deles, não respondem a perguntas como "o que vc tem?", a não ser com um olhar fulminante e um claramente não nada "nada". Por que as mulheres sempre culpam os homens pelas coisas erradas e sempre duvidam de suas capacidades?
Lendo todas essas reclamações, fiquei eu cá comigo analisando meus relacionamentos, e obviamente pensando que eu até que sou uma mulher legal, não encho tanto o saco assim. Até ai tudo bem, todas as mulheres iriam pensar isso, inclusive o subtítulo da reportagem era "menos nós, é claro". O que se seguiu é que é realmente importante, eu logo entrei na mesma costumeira espiral descendente de reclamações o mundo não presta, minha mente discorria a mesma ladainha de sempre pensando: "é sempre assim, tá vendo? os homens reclamam mas acabam ficando sempre com essas mulheres chatas, no final é isso mesmo que eles querem, mulherzinhas. E eu que sou legal, tolerante, tranquila só me dou mal, eles não querem ficar comigo, óbvio porque no final das contas eles não querem alguém legal, querem uma chatinha manhosa dependente...Etc, etc, etc..."
Até que de repente caiu a ficha que esse tipo de pensamento não tem a menor lógica, por que seria que justamente essas coisas é que atrapalham meus relacionamentos? Não seria mais lógico pensar que os caras não ficam comigo, não pelas coisas legais, e sim apesar delas? Por que cargas dágua eu tinha que pegar as coisas que eu mais gosto em mim mesma, as coisas mais legais a meu respeito e culpá-las pelo que acontece de ruim? Que coisa mais louca, mais sem sentido...
Eu pensei que todo mundo vive fazendo isso, pra tudo, pegando aquelas características mais preciosas e interessantes e culpando pelas coisas que dão errado na vida, fica muito mais fácil assim. Aí o mundo é uma bosta, ninguém presta, ninguém me entende, sou um gênio imcompreendido, seja lá em que área for, e a gente não tem que olhar pro próprio rabo e ver o que está fazendo de errado, não tem que olhar praquelas características feias, manias chatas, e erros que podem ser os verdadeiros culpados, não precisa se colocar em análise, se questionar, e se propor a, quem sabe, tentar mudar essas coisas. É a saida mais fácil, mas mais burra também, pois assim as coisas só vão continuar dando errado.
Ao invez de pensar que você não consegue um emprego porque é criativo demais e o mercado não consegue lidar com isso, que tal pensar que talvez você esteja sendo pedante nas entrevistas? Talvez seu livro não venda, não porque os leitores burros não compreendem toda a sua profundidade e sim, simplesmente por que ele é chato? Pense nisso da proxima vez que você for xingar o mundo...
Arranhado por Cheshire às 20:01
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Terça-feira, Abril 11, 2006
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Tem uma bola morando no meu estômago. Não faço a menos idéia de como ela chegou lá, mas sei que foi se instalando, mudando a decoração, pendurando quadros na parede e daqui a pouco já está exigindo uso capião do espaço.
Não sei quando ela resolveu se mudar, quando decidiu que minha garganta era muito apertada e que o estômago seria um local mais adequado às suas necessidades, mas assim mesmo ela foi. Escorregou e se instalou por ali, agora a área está em reformas. A danada colocou até plaquinha: "Estamos trabalhando para o seu conforto" Hummmm... sei...
O pior é quando a maldita resolve cozinhar, sabe, bolas não são muito versadas na área da culinária. O arroz empapa, o feijão desanda, ela queima a carne, e ainda deixa a maior bagunça, um inferno, você pode imaginar.
Agora mesmo estamos na mair discussão por que ela resolveu dar uma festa de arromba, chamar todos os compadres e nem me avisou com antecedência (ou me condidou... humpf). A desgraçada não tem a menor noção de etiqueta.
É uma bola drag queen, espalhafatosa, barulhenta, festeira, e dada a oscilação bruscas de humor, às vezes fica deprimida por dias, outras vezes quebra tudo que encontra pela frente, ou sai por ai cantando a Florisbela. Tem amigos esquisitos de todos os tipos, que aparecem nas horas mais inconvenientes, e vão abrindo a geladeira sem pedir licensa.
Já mencionei que odeio ter uma bola morando no meu estômago?
Arranhado por Cheshire às 21:29
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Terça-feira, Janeiro 31, 2006
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Eu tento viver no presente, o problema é que sempre aparece algo e o presente tem de ser adiado pra amanhã.
Emoções fortes de José Gama
Arranhado por Cheshire às 17:01
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Segunda-feira, Dezembro 05, 2005
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Queijo Suiço
-É um queijo suiço. É isso: um queijo suiço...
-Como assim? Do que você está falando?
-Oras, é um queijo suiço, assim, cheio de buracos, tem mais buraco do que queijo...
-Tá, e se for? E daí?
-Tem um monte de pedaço faltando, um monte de buracos...
-Ah, eu gosto de queijo suiço... É gostoso.
-Mas você gosta dos buracos?
-Eles, sinceramente, não me incomodam..
-Você não ia preferir se não tivesse buracos, que fosse todo queijo?
-Ah, mas ai não seria queijo suiço...
-Não dá pra conversar com você, você não entende nada mesmo...
-E se aparecer mais um ou outro buraco a gente nem nota a diferença...
Arranhado por Cheshire às 02:17
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Respondendo a Georgia:
Morar sozinha tem suas vantagens e desvantages, como tudo na vida (ô lugar comum...). Mas é mais que bom, é necessário. Agora, sobre ser mulherzinha ou não, dependente ou não, isso tem mais a ver com quem você é do que com morar sozinha. Se você é mulherzinha não é morar sozinha que vai fazer isso mudar, quem sempre depende de alguém sempre vai dar um jeito de arrumar alguém de quem depender, é só chamar o pai, o namorado, o amigo, até o zelador... Quem sabe precisar de alguém, sempre que quizer, consegue alguém para isso.
Arranhado por Cheshire às 02:16
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Sábado, Dezembro 03, 2005
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Resistência
Acordo. Nem abro os olhos, o maldito despertador está tocando, estridente como sempre, como deve e precisa ser. "Só mais dez minutos" penso comigo, afinal, são apenas dez minutos... Não, não posso. Abra os olhos, desligue o barulho perturbador, isso, vamos lá.
Procuro os cigarros e o isqueiro ao lado da cama, fico deitada na cama de barriga pra cima, no lusco-fusco da manhã, olhando a fumaça que sobe em direção ao teto. Tento apagar a sensação de um sonho estranho do quel nem bem me lembro. A brasa do cigarro brilha na semi escuridão de um quarto que ainda me é estranho. Morar sozinha é estranho, a casa está silenciosa, minha mãe não virá logo me chamar trazendo um xícara de café quente, não posso pedir-lhe para dormir mais dez minutos. Dez minutos tão pouco e tanto tempo.
O cigarro está no fim, já quase na bituca como sempre. Levanto. Nem o chão frio sob meus pés me faz acordar direito. Me arrasto até o banheiro, no espelho o cabelo parece saido diretamente de algum filme dos anos 80, as olheiras fundas denunciam noites seguidas de pouco sono. A cara tem rugas que não estavam ai quando fui deitar, pelo menos acho que não, cada dia acho uma nova marca no meu rosto. Foi só eu sair de casa que as rugas se manifestaram.
Abro a torneira e o chuveiro não faz aquele seu característico e reconfortante som, nada de som de água quente, nada de água quente. A resistência queimou. Já nem sei mais se a minha ou a do chuveiro. Pelada, descabelada, exausta no banheiro gelado olho a água fria correndo, o silêncio do chuveiro me desafia. Meu chuveiro. Minha resistência queimada.
Quero sentar no chão e chorar, me desesperar como uma mulherzinha, quero ser mulherzinha. Mas não, eu sou forte, lembra? Eu aguento. Afinal que opção eu tenho?
Já estou atrasada, em pouco tempo o maldito baterista do andar de cima vai começar a tocar, como faz, religiosamente, todos os dias. Me visto. Saio sem tomar café, nem banho. Na hora do almoço eu como alguma coisa rápida, passo numa loja, compro uma resistência nova, será que eles têm pra gente também? Volto, troco a porcaria e quem sabe tomo um banho antes de voltar para o trabalho.
Vida de mulher independente é assim: trocar de resistência, mesmo sem ter as ferramentas certas, mesmo que pra você isso pareça dificil, mesmo que demore, mesmo que você leve um banho de água fria no processo. É desligar a chave geral por que os dijuntores não estão marcados. É se virar para fazer as coisas sozinha, até por que você não tem de quem depender.
Se quebrou, conserta. Se não funciona: troca.
Arranhado por Cheshire às 03:10
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Terça-feira, Outubro 25, 2005
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Diálogos Impertinentes.
- Oi?
- Que?
- É comigo?
- Não, não é com você.
- Tem certeza?
- Aboluta, não era com você.
- ...
- Que foi?
- Nada...
- Fala!
- Não era comigo mesmo?
- Já disse que não. Por que?
- Sei lá...
- ...
- Mas eu queria que fosse...
Arranhado por Cheshire às 13:17
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Quarta-feira, Outubro 05, 2005
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Don't Cry
Não chore. Não. Não ligue que eles param. Não grite. Não fique assim. Não ligue. Esconda seu sentimentos. Engula esse choro. Cale esse grito. Não sinta. Nunca sinta, nunca mostre. Finja. Não chore. Nunca. Não chore ou eles não param. Não grite ou eles te machucam. Fique quieta, bem quietinha e talvez eles te deixem em paz. Talvez eles esqueçam que você existe. Fique bem quieta. Não chore e talvez, apenas talvez, eles não te machuquem, tanto.
Não sinta...
Arranhado por Cheshire às 20:43
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Quarta-feira, Setembro 28, 2005
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Dia Pela Descriminalização do Aborto
Texto maravilhoso do Idelber.
Apoio do Biajoni.
E a discussão no Nós Na Rede.
Participem!
Arranhado por Cheshire às 13:46
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Sexta-feira, Setembro 16, 2005
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O Biajoni escreveu um texto que resvala no assunto do feminismo, e pra variar teve um monte de gente falando que feministas são isso, ou aquilo, chatas, infelizes, mal comidas, etc, etc. Primeiro, eu acho incrível que toda vez que uma mulher reclama de alguma coisa ela logo é tachada de mal comida, que está com falta de homem e coisas do tipo. Tudo bem que a título de piada isso pode ser bem divertido, mas também torra os pacovas. Queria ver se toda vez que um homem emitisse uma opinião ele fosse chamado de corno, broxa, e outros por aqueles que não concordassem como as discussões desse mundo seriam produtivas.
A primeira coisa que acho que precisa ser separada é que o movimento feminista foi e ainda é muito importante, foi e é através dele que muita coisa foi conseguida, mas ainda existem muito mais coisas a serem conseguidas, é esse movimento que luta para que mulheres espancadas possam sair de casa sem perder o direito a guarda dos filhos, ou aos bens do casal. Sim, por que atualmente pela lei do Brasil, um homem pode sair de casa e não perder esses direitos, enquanto a mulher não pode fazer o mesmo, e apesar dessa lei ser incrivelmente obsoleta, ainda existem juizes que a consideram.
É fácil não discutir os argumentos e dizer que essas mulheres são apenas mal comidas?
Existem chatos? Insuportáveis? Existem, como em todos os lugares da terra. O que acontece muitas vezes é que esses movimentos, feminista, negro, gay, se misturam com o essa baboseira de politicamente correto, de querer mudar o nome das coisas (o que adianta de coisa alguma), de ficar procurando pelo em ovo, chifre em cabeça de cavalo, e vendo preconceito em cada esquina, embaixo de cada pedra, e apontando o dedo acusador indiscriminadamente. É o problema da falta de senso de humor. Se existe algo que, por principio, você não possa fazer piada a respeito, você têm problemas.
Feministas de verdade não foram as mulheres que queimaram sutiãs em praça pública, e que ainda aceitavam os desmandos e abusos de seus companheiros de sandália de tiras e cabelão. Feministas foram as sufragistas, as mulheres que entraram para o exército, que usaram calças, nos loucos anos 20, que tão pouco sabemos à respeito. Foram as donas de casa que resolveram fazer faculdade a noite, correndo o risco de perder o marido. Feminista não é a mulher que fica brava por que um homem lhe cede o lugar no ônibus, é aquela que briga pra que dêem um lugar para uma grávida de oito meses, ou para uma senhora de 80 anos. Não é a mulher que arrasta o sofá sozinha, ou abre o pote de palmitos, é a que não aceita o termo de seu contrato que proíbe que outros vejam seu holerite e descobre que os homens ocupando o mesmo cargo que ela recebem 20% mais.
Feministas acham bobagens estúpidas essas invencionices sem fundamento da psicologia evolucionista que diz que homens fazem sexo e mulheres amor, que homens são poligâmicos e mulheres monogâmicas, entre outras coisas que vivem veiculando por ai. A verdadeira feminista não acha que homens e mulheres sejam iguais, por que eles não são, as pessoas não são iguais, elas devem ter apenas oportunidades e direitos iguais.
Na verdade esse foi um dos grandes erros do movimento: a negação das diferenças. Mulheres podem arrastar um sofá? Podem, mas em média são menores e tem menor força física que os homens, o que faz que para eles seja muito mais fácil arrastar o dito cujo do sofá. Pra que você quer arrastar um sofá, querida? Pra provar que pode? Nessa acabamos simplesmente fazendo tudo, não sendo parceiras e amigas dos homens, assumindo uma jornada tripla de trabalho e não dividindo nada.
Arrogância, arrogância pura de achar que eles nunca conseguiriam limpar a casa tão bem, ou trocar uma fralda. Muito cômodo pra eles, não?
São essas atitudes bobas que fazem com que o movimento perca sua força para as coisas realmente importantes, e que até mulheres tenham vergonha de se afirmar feministas, dizendo bobagens como "sou antifeminista", ou "não sou feminista, sou feminina". Como alguém disse, ser feminista é querer ter liberdade, até para escolher ficar em casa cuidando dos filhos e só. Pois as mulheres não são todas iguais, os homens não são todos iguais, e os dois não são opostos. São apenas pessoas.
Arranhado por Cheshire às 18:01
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Quarta-feira, Agosto 24, 2005
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Momento aleatório ou Algumas razões pelas quais eu não daria para alguns blogueiros famosos:
Eu não daria para o Biajoni. Por que ele ia querer sexo anal e eu sou uma moça direita e não faço essas coisas.
Não daria para o Alex Castro por que ele ia ficar pegando no meu pé, e isso cansa.
Também não daria para o Rafael Galvão por que depois ele ia escrever um post me chamando de quase balzaca adolescente, infeliz e mal-comida.
Eu não daria para o Polzonoff. É que depois ele ia dizer que realmente não foi tão bom assim, que o começo se mostrou um tanto interessante mas o desenvolvimento não correspondeu as expectativas, e o final deixou a desejar, dada a falta de sincronia entre os pares.
Com o Inagaki também não rolaria, já imaginou se depois ele faz uma lista das dez coisas que mais detestou em mim? Ou então me dedica um dos piores títulos de música da história?
O Marco Aurélio tem namorada, e tem certas instituições que a gente ainda respeita. Além do que essa fascinação dele com chicotes é meio estranha...
Não daria pra Deus também, vai que a camisinha falha e nasce um jesus Cristo? Eu hein!
E não daria para o Idelber Avelar. Por que depois ele ia ligar a tv pra saber os resultados da última rodada do campeonato, ou pra ver algum depoimento da CPMI.
Arranhado por Cheshire às 17:45
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Quarta-feira, Agosto 03, 2005
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Monstros
Atrás do meu banco do carro habita um monstro de tentáculos verdes e pegajosos, com ventosas e tudo mais que um monstro tem direito. Ele se alimenta de latinhas de coca-cola e bitucas de cigarro, ocasionalmente experimenta um ou outro texto da faculdade, mas logo cospe fora, são herméticos demais para qualquer monstro que se preze.
Uma sombra, algo babando embaixo da cama... 'As vezes desconfio que é isso que desaparece com minhas tampas de caneta, meus isqueiros, e meus pensamentos durante a noite.
Um monstrinho vermelho e dentuço mora nos meus bolsos, é dorminhoco e temperamental, e vive mordendo meus dedos quando eu procuro por moedas.
Monstruosos olhos verdes, podem levar à loucura aqueles que olham por muito tempo para dentro deles, e podem, até mesmo, enlouquecer seus donos.
Eu não tenho olhos verdes, tenho olhos castanhos, simples, nada enlouquecedores. Mas dentro dos meus olhos castanhos, nas misturas da minha iris, existe algo de verde escondido. Talvez se você olhar com cuidado, possa ver nos detalhes, nas linhas e formas um certo verde fugidio.
E nesse verde se esconde um monstro, um monstro de olhos verdes, não aquele shakespeareano, que consumiu Othelo, mas um outro. Muito mais sutil, sem tentáculos verdes e pegajosos, um monstro que mesmo estando ali, nem sempre é visivel a olho nu.
Meu monstro de olhos verdes mora no mar, no sal e na água. Esconde-se do sol e de outros olhos e monstros, ele é tímido.
As vezes ele me espreita do outro lado do espelho, em seu mundo invertido... Ou seria o meu mundo o invertido? Ele me olha do lado de lá, me vendo e me mostrando. As vezes ele até aparece para outros pares de olhos, mas apenas quando o mar está revolto, quando há uma tempestade...
Não queira ver meu monstro de olhos verdes, não o provoque, ele está dormindo.
PS: Links ai do lado atualizados finalmente.
Arranhado por Cheshire às 22:58
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Segunda-feira, Junho 06, 2005
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Noticias do front
Sim, eu cometi Orkuticídio. Matei-me. Acabei com esta minha pequena existência inútil e virtual. Agora experimento a liberdade da não-existência, da volta ao anonimado, meu pequenos bites evaporaram-se no escuro do vácuo de algum servidor frio. Em alguma lugar do mundo uma luzinha deixou de piscar, e estou feliz com isso.
A idade chega para todos, a decadência física não pode ser evitada, um pequeno detalhe me avisa de que nada será como antes. Até ontem eu ainda podia me enganar, agora é tarde. Aos vinte e sete anos de idade encontrei meu primeiro fio cabelo branco.
Para o Carlos Henrique dos comentários o que eu tenho a dizer é bem simples: Deixe de ser preguiçoso, sente a bunda na cadeira e escreva. Que tipo de casamento é esse que já começaria com uma mentira? Com um texto escrito por outra pessoa? Se você quer agradar sua noiva dê-se ao trabalhor de escrever alguma coisa você mesmo, alguma coisa verdadeira, algo de vocês dois. Se você valoriza tanto a sua relação a ponto de se casar, dê-se o tempo de pensar a respeito dela, de escrever, não é o momento de ser proativo e delegar tarefas, faça você mesmo, ou não faça, mas por favor não encha o meu santo saco, que não sou ghost writer de homem preguiçoso e com falta de senso de noção.
Arranhado por Cheshire às 20:21
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