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Quarta-feira, Abril 28, 2004
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Gente! Estou completamente viciada no Yorkut! Péssimo, péssimo, não consigo mais sair de lá, é um sistema de comentários gigante...
E pra piorar eles colocaram um maldito robozinho que fica procurando ações suspeitas, e parece que esses robozinhos entendem que power users como eu, que abrem diversas janelas ao mesmo tempo, comentam em varias comunidades, e vem vários perfis, são suspeitos de serem robozinhos também, falsos usuários, com intenções malignas. Aí eles te colocam na cadeia, o que significa que vc não pode mandar mensagens, editar seu profile, etc..
Em doi dias fiquei enjaulada duas vezes, foi uma tristeza...
Preciso me livrar rápido dessa internet rápida, isso não está fazendo bem pra minha vida. Entre Yogurt, blogs, e-mails, sites e msn estou passando os dias (noites, mais precisamente) na internet. E ainda tem a faculdade, período integral, e o trabalho. E meu sono onde fica nessa história? Não fica, né? Assim não dá, assim não pode...
Como é que a gente pode ser viciado em se viciar em coisas? Hein? Hein? Alguém me explica...
Arranhado por Cheshire às 12:36
Miados:
O Rafael da Rua Paper foi o nosso querido vencedor, o visitante número 14.000 desse simpático blog, pelo contador da Bravenet (o da nedstat não aparece o número na pagina e tem menos visitas, oras!)
Rafael, você deve comparecer pessoalmente para retirar seu prêmio na toca do coelho, guiche número três e ter sua requisição de retirada de prêmio protocolada pela Lagarta. Não serão aceitos procuradores, ou representantes de nenhum tipo, e prêmio estará a sua disposição por trinta dias, depois depende do meu humor... O atendimento acontece exclusivamente em horário comercial, ou seja, das três da tarde as três da manhã. E infelizmente o seu blog não está funcionando...
E atendendo a pedidos a promoção será extendida ao visitante numero 14.000 do contador da nedstat, isso vai demorar...
Arranhado por Cheshire às 19:01
Miados:
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Quinta-feira, Abril 22, 2004
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NEWS! NEWS! NEWS!
Esses blogueiros andam muito inquietos, ficam mudando de endereço o tempo todo. Né, senhorita Danicast? Que espero que agora tenha resolvido ficar parada por um tempinho. Mas está todo mundo mudando de endereço que anda ficando difícil de acompanhar.
O Pensar Enlouquece, assim como o Não Discuto estão com domínios próprios. Eles seguiram os exemplos de outros blogs que fugiram do Blogger Brasil como o Fósforo Verde, a Alê Félix e o Brainstorm #9.
O Coisas de Tio! e o Senso Incomum, já se mudaram faz algum tempo também. Minha querida menina Thais (Proibido para Maiores) também está se mudando do Blig para o Weblogger, e assim que ela terminar eu atualizo o link para o novo endereço.
O Clube da Lulu, parece que foi abandonado, não tem atualizações já faz um bom tempo. E o meu querido Pulga anunciou o fim do seu Circo. Sem grandes explicações, vai deixar saudades.
Em compensação Deus depois de um longo sumiço voltou a dar expediente.
Eu ando meio sumida por que estou me divertindo com meu brinquedo novo, o Orkut, é uma delícia! O Daniel me convidou e já até encontrei o Mad Store por acaso por lá. Quando vejo já passei horas por lá e não dá mais tempo de escrever por aqui. Mas assim que a euforia com a novidade passar já andei minhocando mais alguns textos.
E como última notícia, essa semana deve fazer quatorze mil visitas aqui nesse bloguin, o visitante sortudo que for o 14.000 ganha um beijo!
Arranhado por Cheshire às 03:21
Miados:
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Quinta-feira, Abril 15, 2004
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"Invariavelmente todos os principes viram sapos e todas as princesas se tornam lagartixas em algum momento da sua vida. Resta saber se você gosta desses bichinhos ou não."
O Max escreveu isso e eu li e fiquei pensando a respeito. Pensando em algumas coisas que já tinha pensado, sobre sapos e lagartixas, sobre principes e princesas.
Acho que no fundo o problema é beijar sapos achando que eles vão virar principes, sapo é sapo, principe é principe e pronto. Se você sai por ai procurando principe em sapo, só vai se dar mal, no máximo pode acabar com um principe que coacha ou um sapo de coroa.
Acho que o melhor a fazer é sair por ai e beijar sapo mesmo, deixar pra lá essa coisa de principe e aproveitar o que os sapos tem de bom. Eles podem ser bastante interessantes. Como eu comentei por lá sapos e lagartixas são bichinhos muito úteis e podem ser bastante divertidos.
POr que, no final das contas, até a Luana Piovani solta pum, e não tem nada de mais nisso. Mais vale um sapo que me acompanhe do que um principe que me dê tédio... Beije seu sapo ou a sua lugartixa, beije muitos deles e divirta-se, sem ficar esperando por alguma transformação mágica, pela fada madrinha, ou culpando a bruxa má do oeste (ou era do leste? não lembro...).
Até por que eu nunca vi nenhum principe dando sopa por ai, alguém já viu algum que não seja barrigudo, careca ou feio? Eles devem inclusive ser muito chatos em toda a sua principagem, são peças de museu empoeiradas. Quero mais um sapo ou uma lagartixa que me faça rir, são bichinhos tão simpáticos, e estão sempre por ai.
Você já beijou seu sapo hoje?
Arranhado por Cheshire às 00:07
Miados:
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Quarta-feira, Abril 14, 2004
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Gente, muita calma nessa hora... Eu já avisei para não me levarem a sério demais, meu humor é completamente instável, sou um tantinho "a drama queen", mas não estou a ponto de cortar meus pulsos com faquinha de bolo Pullman.
Sim, eu ainda acredito em amar, eu não deixei de conseguir amar, e não é que eu não quero me apaixonar o que acontece é que as pessoas estão ficando cada vez mais complicadas e eu entendendo cada vez menos. E isso faz com que seja difícil não sentir medo, não ficar um tanto paralizada frente a entrega e o risco que se corre ao se apaixonar.
Gato escaldado tem medo de água fria, e isso nem tem tanto a ver com a idade assim. Existem pessoas que aos 80 anos ainda vivem com o amor de infância, e nunca experimentaram as perdas e as inseguranças que eu experimentei em relacionamentos. Elas experimentaram muitas outras coisas, das quais eu não tenho idéia.
Eu gostaria muito de me apaixonar, de ter em quem pensar pra escrever poemas bregas, de ficar dias planejando uma surpresa ou procurando um presente. Gostaria de novamente rir junto e brincar como criança, fazer coçegas, encher de beijinhos. De dormir melhor só por conseguir ouvir a respiração ao meu lado, e ficar um tempão fazendo cafuné. Sinto saudades de me sentir assim, sinto falta de mim. De quem eu sou quando me apaixono perdidamente.
E já fiz isso muitas, diversas vezes...
Apenas não tenho mais conseguido sentir essas coisas, talvez por não ter achado o cara certo, por quem eu pudesse sentir isso. Talvez apenas por que um dia a gente finalmente aprende que tomadas dão choque...
Arranhado por Cheshire às 01:26
Miados:
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Quinta-feira, Abril 08, 2004
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Minha Estória
Esse é um texto que eu venho adiando escrever a muito tempo, mas eu percebi que se não pudesse escrevê-lo, se não pudesse colocar essas palavras no papel, não conseguiria escrever sobre mais nada. Esse texto me assombrava há muito tempo, tanto que foi crescendo, crescendo e não sei quanto espaço ele vai precisar.
Eu hesitei tanto em escrevê-lo, assim como ainda hesito, por ser muito pessoal, muito íntimo, é muito particular. Eu poderia até tentar escrever de uma maneira mais geral, menos pessoal, mas não seria suficiente, pra mim. Por isso leiam com cuidado e delicadeza. leiam como alguém a quem é dada a oportunidade de visitar o quarto de alguém, você entra pé ante pé e pedindo licença.
Pra quem me conhece não é novidade que eu detesto o carnaval, não gosto da bagunça, do desespero, da hipocrisia. Mas existe algo a mais que faz com que não seja uma boa época pra mim. O carnaval é um prenúncio de que coisas ruins irão acontecer em meus relacionamentos.
Dois anos atrás, duas semanas depois do carnaval, meu namorado de seis anos terminou comigo. Um ano atrás eu tive a infelicidade de conhecer alguém que eu só posso classificar como um psicopata. Este ano, um novo relacionamento terminou depois da quarta feira de cinzas.
Três anos, três homens, três histórias completamente diferentes, e três carnavais que contam muito de quem eu sou, fui e serei.
Nosso namoro já havia acabado muito tempo antes, como sempre acontece com todos os relacionamentos longos, que sempre ficam andando por ai muito depois de sua morte, como zumbis e ecos de outros tempos, deixando cada vez mais apenas farrapos para trás. Prolongamos a sub-vida do moribundo ao custo de muita dor e muita mágoa, muito sofrimento inútil. Mas somos apenas humanos... Mas doeu, muito, por finalmente um fim à coisa toda.
Depois daquela noite na festa, onde ele chegou e me comprimentou com um beijo no rosto, eu fiquei mais de seis meses sem nem ao menos beijar alguém. Não era possível, eu tentei esquecer que existiam essas coisas, lamber minhas feridas, cuidar delas, deixar a coisa cicatrizar. Mas aos poucos a vida foi seguindo seu curso, a dor foi diminuindo, fui esquecendo. Um dia, sem que eu tivesse realmente percebido, eu pude beijar a abraçar novamente. Eu me assustei em perceber o quanto eu tinha estado adormecida, e por tanto tempo, o quanto eu podia sentir coisas novamente. Minha pele aceitava novamente um toque.
Finalmente, depois de quase um ano, eu consegui ficar com alguém sem a lembrança e o fantasma do meu ex estar presente. Eu estava completa novamente. Foi então que eu me encantei por um moço que tocava o violão e cantava, parecendo que era só pra mim.
Psicopatas são por definição pessoas extremamente sedutoras, que têm uma percepção muito acurada do que causam, em quem e como fazê-lo. E são amorais, não se importando com o que tenham que fazer para obter o que querem. Seja uma promoção, seja uma pessoa. O que move um psicopata é o poder, o prazer de ter poder e usá-lo. Seja o poder de tirar uma vida, de despedir alguém, ou mesmo de conquistar um amor. Eles se alimentam do sofrimento que podem causar. Não são capazes de ter empatia.
Óbvio que como todos os predadores eles sabem escolher suas vítimas, as mais propensas. E eu era a vítima ideal, eu queria amor, eu queria viver uma história de cómedia romântica. E ele foi tudo que eu quis que ele fosse, não sei quem realmente ele é, vi apenas o que eu sonhava. O mais próximo que eu posso chegar de explicar como eu me senti depois foi violentada. Eu me sentia culpada, idiota, destruida, pensava como eu podia ter sido tão idiota a ponto de chegar a acreditar que era possivel que esse tipo de coisa acontecesse comigo, como eu podia ter acreditado que pudesse ser correspondida em meus sentimentos dessa forma? Nem sofrer em paz eu podia, pois sabia que essa dor era o prazer dele.
Mais um ano se passou sem que eu conseguisse dormir ao lado de alguém, sem que eu conseguisse relaxar, não ter medo, o suficiente pra adormecer. Sem que eu me lembrasse de quando eu adormeci nos braços dele num dia que me parecia perfeito. Como sempre o tempo vai ajeitando as coisas, e sem perceber eu dormi ao lado de alguém. Acordei assustada, sobressaltada com o que tinha acontecido, fugi.
Esse ano eu dormi em um ombro, mas ainda sinto saudade de quem eu costumava ser... Comecei o ano falando no blog que queria ser musa, queria me apaixonar, sentir frio na barriga. Mas apaixonar-se precisa de uma entrega, de um desapego, de um correr riscos, qu eu não encontro mais dentro de mim. Pode até parecer pra quem está vendo de fora que eu estou apaixonada, mas na verdade acho que esse é o único jeito que eu sei de estar com alguém, de tratar de fazer as coisas, mesmo que por dentro o sentimento seja outro. Mesmo que por dentro eu esteja morrendo de medo, esteja com dez mil pés atrás, que não me entregue.
Ele terminou comigo por que as coisas estavam ficando sérias demais, e eu nem consegui chorar... Fiquei brava, chateada, nunca é bom levar um fora. Mas mais do que paixão era gostar da companhia, de estar acompanhada, de ter pés pra enrolar meus pézinhos a noite. Era a conveniência e calma da companhia.
Eu esqueci como me apaixonar, como a gente se joga nas coisas mesmo com medo, não sei mais como fazer isso, e sinto tanta falta do tempo em que eu sabia... Queira fincar minhas unhas na minha pele e arrancar essa crosta que me cobre, que me isola, que me protege. Ficar em carne viva, exposta, disposta, sentir com força, com pureza. Mas não, fico contida, escondida, em silêncio. E realmente tenho minhas dúvidas se algum dia eu volto a ser inocente o suficiente pra me apaixonar de novo.
Arranhado por Cheshire às 06:46
Miados:
Eu desapareço um pouco, mas sempre acabo voltando. É o problema da instabilidade emocional... E como ja disseram por ai, as notícias da minha morte foram bastante exageradas...
Mas mesmo que eu não ande escrevendo, saibam que eu visito todos os blogs ai do lado praticamente diariamente, e leio todos os comentários. Só que as vezes também sou meio preguiçosa pra deixar comentários...
Arranhado por Cheshire às 03:08
Miados:
O texto ai embaixo foi por causa de umas discussões que rolaram nos comentários do blog Homem é Tudo Palhaço. Esse era um blog que gostumava ficar ai na coluna do lado, e que eu sempre visitava, pela piada da coisa. Da mesma forma que os homens se divertem com piadas de loiras, eu as vezes também me divirto com piadas sabre a capacidade que eles tem de fazer bobagem.
Mas de uns tempos pra cá, a coisa deixou de ser piada e começou a me incomodar, até que chegou no texto de 31 de março "Palhaço Voyeur". Esse foi coisa de gente recalcada, de mulher que não sabe ser mulher. E especialmente depois das respostas que eu recebi aos meus comentários tirei o link ai do lado.
Ficam naquela reclamação boba, de "ai, um homem feio e mau olhou pra mim, tarado, estuprador, maníaco" como se fossem donzelas pudicas do seculo passado e não mulheres independentes de trinta anos, cresçam! E ainda aposto que se tivesse sido um desocupado gatinho da tal Casa da Matriz onde elas sempre vão e não um cara pobretão no ponto de ônibus, elas teria ficado todas orgulhosas de ter suas pernas adimiradas.
Sem tempo pra escrever mais a respeito, coloquei o texto ai embaixo, que é sobre uma coisa muito simples: assumir a responsabilidade por suas ações, e lidar com as consequências delas. Chega dessa coisas de ficar reclamando que homem isso homem aquilo e não assumir as suas decisões, não tomar as redéas da própria vida. Mulheres, se vocês querem ser respeitadas, se deêm ao respeito, não se deixem levar pra depois ficar reclamando, como se você não tivesse parte alguma da coisa toda.
Não dá pra comer o bolo e ainda ficar com ele, toda escolha implica em uma perda, mas façam essa escolha. Não esperem que os homens tomem as decisões por você pra depois ficar reclamando. Essa passividade e vitimização das mulheres não ajuda em nada, só faz com que percamos a credibilidade nos momentos que realmente importam.
Os últimos textos desse blog tem sido extremamente infantis e preconceituosos até, no melhor estilo mulherzinha reclamona que só estraga a vida das outras mulheres. Depois os homens ficam uns bobões, ou com três milhões e quatrocentos mil pés atrás e ninguém entende por que...
Arranhado por Cheshire às 20:19
Miados:
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Quinta-feira, Abril 01, 2004
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Republicando, mas adequado ao momento...
Talvez a grande questão feminina seja sentir-se lesada depois do sexo. por isso a grande angústia de se ela vai ligar ou não. Ela não fez sexo no momento, fez pra garantir o depois, isto é, deixou por mas não deu. E aí, além de sair insatisfeita após a transa ainda fica uma semana se martirizando no por quê ele não ligou. Mas e daí se ele não ligou? Sexo é um favor que deveria ser retribuído?
Transou por livre e espontânea vontade? Sabendo em que pé as coisas estavam? Não dá pra tranformar um transa qualquer em relação, a coisa pode até se desenvolver, mas não dá pra exigir do cara um vínculo que nem você mesma tinha.
Se estamos falando de igualdade porque simplesmente não pensar "eu também não liguei" ou então simplesmente ligar? Se você está na onda da mulher moderna então banque meu bem! Bancar a descolada e depois ficar sofrendo não leva a nada.
Então a idéia é se preservar? Presenvar do que? E melhor ainda, pra que? Manter a imagem de mulher comportada e adequada? A idéia é fazer o que e como vc quizer e lidar com as consequências, sejam elas voltar pra casa sozinha, ou transar com um bonitinho e ele não te ligar. Se você aproveitou tanto quanto ele qual o problema? Você sabia onde estava se metendo quando aceitou aquele convite pra esticar a noite, então assuma isso e divirta-se.
Baseado no texto de Patricia Rabaça.
Arranhado por Cheshire às 23:15
Miados:
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