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Quarta-feira, Setembro 29, 2004

Adoro testes bobos, os sérios eu detesto. Já falei que não gosto de gente que se leva a sério? Já, né? Pois bem, com os testes também é assim. Não gosto daqueles que deveriam servir pra alguma coisa, acho que não servem pra nada, mas os que não deveriam servir pra nada, servem pra passar o tempo.

Gosto especialmente daqueles do tipo "se vc fosse uma coisa qual seria?" Já fiz um monte, gato, cachorro, animal, desenho animado, personagem de RPG, pesonagem de Monty Phyton, tipo de árvore, lenda chinesa, qualquer coisa. Agora me pergunto por que eu faço esses testes? Pra que serve saber que bicho eu poderia ser? Se eu pudesse ser qualquer coisa, escolher uma coisa pra ser, não seria mais legal escolher algo diferente? algo inusitado?

Por que não ser algo completamente diferente do que sou? já que posso experimentar, podia experimentar ser algo que nunca seria. Mas só tem um problema: aí, já não seria mais eu, seria um outro eu. Será que esse outro eu ainda conseguiria se lembrar do eu que fui? Será que isso faria diferença? E mais ainda será que esse outro eu já não existe por ai? Ah, devaneios... Melhor deixar isso pra lá que tá ficando muito confuso, melhor ficar com os testes e só. Deixa eu ver... Que tal que personagem de anime eu seria? Ou qual das quatro mulheres do Sex and the city?

Arranhado por Cheshire às 00:00
Miados:

Terça-feira, Setembro 28, 2004

Eu tenho dois fetiches que nas condições atuais são praticamente inconfessáveis, absolutamente perversos: virem me buscar em casa e ganhar rosas.

Essas cosas simples parece que viraram pecados mortais, ou são vistas como coisa de mulherzinha, ou como pedidos de casamento, são futilidades gostosas, carinhos. Buscar em casa significa ir junto em algum lugar, ir conversando, não ter que se preocupar em ficar esperando, em trocar de lugar e ter que sair com dois carros, onde parar, como chegar, quem segue quem, e ainda tem aqueles ótimos momentos de ficar conversando no carro parado na porta de casa.

Ganhas flores significa que mesmo que os homens não entendam por que vc gosta de uma coisa tão inutil, ele aceita isso. Aceita fazer algo que pra ele não tem o menor sentido só pra te ver com um sorriso no rosto, ele aceita passar, o que eles consideram, o ridículo de andar por ai com flores na mão por você, pra mostrar o quando gostam. Mal sabem essas criaturas tão ignorantes que todas as mulheres acham incrivelmente lindo e sexy um homem andando na rua com flores na mão, desde que ele não as esteja vendendo, é claro.

O problema é que eu moro longe e dificilmente vale a pena vir me buscar, e ainda devemos considerar que os últimos caras com quem me relacionei não tinham carro. Rosas ganhei uma vez, depois de muito pedir, reclamar, discutir, explicar, elas vieram devidamente escondidas no porta-malas do carro e forar adequadamente atiradas o mais rápido possível nas minhas mãos...

Então, se me perguntam o que eu quero ganhar de um amor, eu respondo: rosas! E não discutam comigo. Cada louco com a sua mania e cada tarado com as suas perversidades.

Arranhado por Cheshire às 00:34
Miados:

Quarta-feira, Setembro 15, 2004

As vezes as pessoas me levam muito a sério, interpretam o que eu digo ou o meu silêncio como algo muito maior do que realmente é. Lógico que isso acontece em maior ou menor grau com todo mundo, são as dificuldades constantes da comunicação. Mas o que eu acho realmente peculiar é como eu costumo parecer triste aos olhos dos outros quando não estou, e da mesma forma, como muitas vezes estando no que pensei que fosse o fundo do poço, absolutamente em desespero ninguém percebeu, ou pelo menos não fiquei sabendo.

É engraçado isso, como eu consigo passar esses sinais todos misturados, confusos. Teve muita gente que andou lendo meu blog e achou que eu estava a ponto de cortar os pulsos com faquinha de bolo pullman, ou que eu sofri grandes decepções amorosas, estava me descabelando e chorando pelos cantos, o que não corresponde minimamente à realidade. Até por que, se eu fosse escolher um método de suicídio, certamente não seria esse...

Eu sei que eu tenho a típica melâncolia portuguesa, aquela saudade de algo que nem existe, olhar para o mar e imaginar o que existe do outro lado, Eu sei que é mais fácil escrever textos tristes, é mais fácil rimar amor com dor, é o que todo mundo faz. Eu sei que eu mostro nesse blog um aspecto meu diferente, uma das muitas facetas da minha personalidade, na verdade, mostro algumas, mas tem uma que tem mania de pular na frente das outras...Safada!

Escrevo textos de menininha, de mulherzinha, como reclama um amigo meu, mas este é meu espaço de poder ser mulherzinha, ser lugar comum, ou não, esse é meu espaço, coadjuvante de terapia, brincadeira de escrever, tentativa de pensar, mas não é meu diário. Meu blog não reflete meu dia-a-dia. Grande parte dos textos, quando eu coloco aqui, já estavam na minha cabeça a muito tempo, já estavam a meses sendo caraminholados, eles aparecem quando são digitados, e não necessáriamente quando eu os estou vivendo. Tenho textos na minha cabeça que estão lá desde que eu comecei o blog, mas ainda não se transformaram em realidade palpável.

Eu escrevo o que está ali, no máximo gosto de brincar com a língua, com as palavras, mas meus textos não merecem grandes interpretações, grandes análises, eles apenas são o que são, não costumam ter mensagens subliminares, e se tiverem, não é pra descobrir, poxa...

No final das contas o que eu quero dizer é que eu brinco, eu junto coisas de lugares diferentes, eu tenho muitas características, muitas facetas e se eu estiver com alguma fixação em faquinhas pullman eu aviso...

Arranhado por Cheshire às 02:07
Miados: