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Sábado, Abril 23, 2005

Pensamentos desconexos de fim de noite.

Se eu não fosse eu quem eu seria? Se eu não fosse eu, eu apenas seria.

O silêncio, o atordoante silêncio, pode ser reconfortante, pode ser vazio. Tanto já foi dito sobre ele, mas algumas vezes ele simplesmente dói.

- Não era eu, você sabe, não era você.
- Eu sei, é só que as vezes eu gostaria de ter um talvez...
- Ou pelo menos um quem sabe...

Para que serve ser apenas útil? futilidade?

Nada conta uma história melhor do que aquilo sobre o qual você cala.

Quando eu era pequena me perguntavam que super-poder eu gostaria de ter: se preferiria voar ou ser invisível. Eu sempre respondia que gostaria de voar, afinal invisível eu já sou.

Sei de tantas coisas que de pouco ou nada me servem.

Sou mulherzinha, e dai? Pega eu.
Sou uma vagabunda, e dai? Pega eu.
Sou triste, sou alegre, sou chata, sou divertida. Sou um conjunto de antíteses bregas que de nada adiamtam. Sou apenas indefinível, afinal não somos todos?

Arranhado por Cheshire às 04:03
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